“...Acho que eu deveria falar sobre os ferimentos da nossa infância, sobre os sentimentos que vivemos na infância.

Quando eu penso na dimensão psicológica das nossas relações, na forma com que nos relacionarmos, acho que o pior sentimento é o sentido de separação das pessoas que não conseguiram ultrapassar a fronteira do relacionamento com seus pais.

Elas se tornam pessoas anti-sociais. Nunca conseguem se colocar na posição de outras pessoas. Sempre só vêem a vida dentro de suas próprias peles. Nunca vêem sob o ponto de vista do outro.

Então, passam a usar as pessoas, a abusar das outras pessoas, sem nenhuma chance de reconhecer o que estão fazendo. Isso é o pior que pode acontecer. O melhor de tudo é o senso do amor incondicional que a experiência do perdão permite alcançar...”

...Tenho pensado bastante sobre o Processo Hoffman. Não sei se ele realmente ajuda alguém com um grau muito forte de separação, mas eu acho que o que diferencia o Processo da maioria das terapias comuns é a espiritualidade.

É somente pela graça divina, pela conversão espiritual, que uma pessoa muita ferida pode se recompor.

Na minha opinião, a parte mais interessante do Processo é o reconhecimento dessa espiritualidade, tanto quanto o aspecto de reeducação emocional da terapia.

...Não importa o quanto arruinados nós estejamos, se abrirmos um canal para receber a ajuda divina, a cura é possível de uma forma que nunca foi antes.

Quando uma pessoa vai para algum processo de cura, seja qual for, procurando um terapeuta ou o confessionário de uma igreja ou ainda o Processo Hoffman, é impossível não reconhecer a dimensão espiritual dessa atitude.

Há mais possibilidade de cura, quando a vontade individual do ser humano se abre para a graça . Esta combinação de vontade e graça cria realmente o milagre da transformação individual...”